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Ocupação hoteleira tem estimativa cada vez mais positiva

Ocupação hoteleira tem estimativa cada vez mais positiva

Flexibilização de medidas restritivas auxiliam na recuperação desse setor

Analistas de mercado tem identificado na hotelaria um restabelecimento constante desde o meio desse ano. Segundo apurações, esse avanço tem se desenvolvido através:

  • Da promoção de estratégias de segurança sanitária;
  • Do aumento do número de vacinados;
  • Do crescimento de viagens.

Quer saber mais sobre hotelaria e entender como esse meio está se reerguendo? Continue no nosso artigo.

O auge da crise pandêmica

A sequência turbulenta dos últimos anos promoveu uma forte instabilidade na hotelaria, que teve seus empecilhos alavancados através da pandemia. Em uma videoconferência realizada em março de 2020 com empresários e representantes estatais, Patrick Mendes, CEO da Accor na América do Sul, apresentou um panorama sobre o cenário da época.

Segundo ele, “(…) a indústria do turismo, da hotelaria, está sendo muito impactada, estamos falando de 90% da queda do volume de negócios, é brutal”. Até aquele momento, o empresário adiantou que “(…) nós estamos com hotéis fechando todo o dia. Só hoje fecharam mais de 130 hotéis no Brasil. Na semana que vem, vai ter mais ou menos 300 hotéis que vão fechar no Brasil”.

Posteriormente, uma pesquisa realizada pela JLL corroborou com essa projeção. Ao consultar mais de 500 empreendimentos desse ramo, a companhia percebeu que, em 2020, houve uma queda na taxa de ocupação de 56%, acompanhada por uma redução na diária média de 14,5%. Consequentemente, a margem se lucro bruto na hotelaria encolheu 3,9%.

O início da regeneração

Assim como citamos anteriormente, a flexibilização das medidas restritivas aliada ao aumento do número de indivíduos vacinados tem colaborado com uma recuperação gradual nesse meio. Segundo um estudo desenvolvido pelo Itaú Unibanco, o setor hoteleiro cresceu 255,8% no segundo trimestre de 2021 se comparado ao mesmo momento de 2020. Áreas relacionadas acompanharam esse crescimento, como atividades ligadas ao bem-estar (+90,7%), bares (+153,5%) e programas de lazer (176,6%). 

Mesmo assim, a entidade afirma que essa esfera não se encontra completamente recuperada. No relatório, se destaca que “(…) apesar deste desempenho, é importante ressaltar que o consumo do setor ainda está abaixo dos patamares pré-pandemia”.

E agora?

Após momentos tão conturbados, dados oficiais passaram a animar investidores desse setor. Um levantamento desenvolvido pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHGB), por exemplo, sugeriu altas em inúmeras camadas desse meio. Entre os números mais promissores estava taxa de ocupação hoteleira, que cresceu 19,4% entre junho e julho de 2021. 

Essa perspectiva otimista se disseminou ao redor do país, e foi acompanhada por melhoras em diversos recortes. Conforme apontou uma pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo (ABIH – SP), a taxa de ocupação no estado atingiu 46,06%. No Rio Grande do Norte, esse valor chegou a 58% na primeira quinzena de outubro de 2021, segundo a ABIH – RN. Em média, a FOHGB detectou que:

  • A região nordeste registrou um crescimento de sua taxa de ocupação de aproximadamente 40%;
  • A região sul registrou um crescimento de sua taxa de ocupação de aproximadamente 32%;
  • A região sudeste registrou um crescimento de sua taxa de ocupação de aproximadamente 15,3%;
  • A região centro-oeste registrou um crescimento de sua taxa de ocupação de aproximadamente 9,4%;
  • A região norte registrou um crescimento de sua taxa de ocupação de aproximadamente 0,46%.

Para acompanhar essa subida, empresários do ramo têm buscado, cada vez mais, fortalecer seus times de colaboradores. Segundo informações divulgadas pelo governo federal através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), “(…) o setor hoteleiro contratou mais de 12,7 mil pessoas em todo o Brasil”, apesar de não especificar o recorte temporal desses dados. Em outro artigo, abordando uma perspectiva mais ampla, o Ministério do Trabalho e Previdência sugeriu que uma “(…) alta de 25% nas vagas formais ocupadas no mês de julho, comparado com o mês anterior”.

Com esse cenário cada vez mais cicatrizado, resta entender os caminhos trilhados por administradores e mandatários estatais que colaboraram com as mudanças registradas em cada um desses pontos.

Medidas de prevenção eficientes

Homem lavando as mãos.

Mesmo batalhando contra medidas anticiência promovidas por representantes estatais, diversas campanhas governamentais se mostraram extremamente eficientes para combater a disseminação do coronavírus e fortalecer o mercado da hotelaria.

Entre as ações mais icônicas nesse sentido, está a promoção do Selo Turismo Responsável. Lançado pelo Ministério do Turismo ainda me 2020, o projeto visava (e continua visando) confortar indivíduos em relação a medidas sanitárias seguidas por espaços desse meio. Até agosto de 2021, aproximadamente 6,3 mil meios de hospedagem haviam aderido ao programa, com São Paulo, com 917, Rio de Janeiro, com 662, e Minas Gerais, com 556, sendo reconhecidos como os estados mais engajados no projeto.

Aliada à essa estratégia, a vacinação em massa, principal meio de combate à essa enfermidade, tem aliviado ainda mais esse mercado. Segundo Gilson Machado Neto, chefe da pasta citada acima, o governo “(…) tem avançado cada vez mais na vacinação da nossa população, e isso tem garantido maior segurança a turistas na hora de viajar”.

Em seguida, o mandatário complementa destacando que “(…) não podemos esquecer do nosso Selo de Turismo Responsável, que é um incentivo para que os consumidores se sintam seguros ao frequentar locais que cumpram protocolos específicos para a prevenção da COVID-19”.

Seguindo essa vertente, o cenário tende a melhorar nos próximos anos. Em entrevista à Revista Hotéis, Ricardo Mader, diretor de serviços de avaliação e consultoria da JLL, especifica essa recuperação a longo prazo. Ele explica que os setores administrativos serão cada vez mais relevantes, uma vez que “(…) o controle de custos operacionais será um objetivo perseguido”, mas sugere que (…) em 2023, devemos observar níveis semelhantes aos atingidos em 2019”.

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