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O que o final de ano reserva para a hotelaria?

O que o final de ano reserva para a hotelaria?

Mercado prevê alta mesmo sem o fim da pandemia

Segundo um levantamento realizado pelo Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV), a busca por viagens domésticas no fim de ano cresceu 60% em 2021 em relação a 2020. Conforme a entidade, os locais mais procurados foram:  

  • Recife, em Pernambuco;
  • São Paulo, em São Paulo;
  • Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro;
  • Salvador, na Bahia;
  • Florianópolis, em Santa Catarina.

Quer saber mais sobre essa crescente e entender como aproveitar esse momento? Continue no nosso artigo.

O que esperar para o fim de ano no mercado da hotelaria?

Assim como explicamos anteriormente, a tendência é que esse setor cresça consideravelmente nos últimos dias desse ano, ao menos se seguir a sondagem realizada pela ABAV com agências de viagens associadas. Conforme explicou a entidade em um material dedicado ao assunto, “(…) a demanda por viagens deu um salto no último trimestre do ano”, principalmente entre destinos dentro do Brasil.

A análise ainda especificou os principais focos dos viajantes, todos apresentados acima, além de identificar buscas voltadas para o período do carnaval, ainda incerto em diversas cidades pelo país. Nesse recorte, os pacotes mais procurados foram:

  • 32,1% de férias em família;
  • 16,7% de viagens individuais por múltiplas cidades;
  • 14,1% de viagens em grupo;
  • 9% de viagens para casais.

Em entrevista ao Valor Econômico, Magda Nassar, presidente da ABAV, comentou sobre esses dados. Conforme apontou a mandatária, “(…) ter as grandes festas de réveillon é sempre um atrativo, mas o grande interesse hoje são viagens de famílias e em grupo. Dentro desse segmento, parte pequena vai para festas gratuitas e populares da cidade, mas não são o grande foco de viagem”, conta.

De qualquer forma, os números apresentados são extremamente promissores, e têm o potencial de reduzir os impactos causados pela crise sanitária, que não deve acabar tão cedo. Desde o início do surto, a indústria detectou diversos efeitos negativos, conforme explicam os respondentes da consulta realizada ABAV. Segundo o texto da organização, “(…) 87,2% indicaram que perderam faturamento acima de 60% em decorrência da pandemia, mas 80,8% acreditam na retomada do faturamento em índices próximos ao período pré-pandemia em dois anos”.

Apesar de estarem focadas em curto prazo, as consultas desenvolvidas pela entidade já esboçam algumas análises voltadas para esse momento, prevendo uma melhora do mercado.

Um crescimento constante (e gradual)

Impulsionadas por eventos de fim de ano e se aliando a eficácia de campanhas de vacinação pelo país, as viagens devem colaborar fortemente com a recuperação hoteleira no próximo ano, conforme apontou a sondagem da ABAV. Segundo o artigo, 60% das agências nacionais estão otimistas em relação a uma melhora em 2022, projetando um aumento entre 50% e 60% no faturamento entre janeiro e dezembro.

Para suprir a demanda desse período e concretizar essa perspectiva, representantes do setor já alimentam uma expectativa de geração de empregos entre os próximos seis meses a um ano. Em números, essa fração corresponde a 61,5% dos administradores do meio, colaborando com a edificação de uma visão confiante nesse mercado.

Além desse grupo, outros representantes destacam os próximos movimentos da categoria, dentre eles o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Manoel Linhares. Em uma fala proferida em um debate promovido na Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) no dia 13 de dezembro desse ano, o mandatário garante um fornecimento completo dos serviços dessa área. Segundo ele, “(…) a hotelaria está preparada para receber todos os nossos visitantes dando todas as garantias. Preparamos todos os nossos profissionais para bem receber”.

A visão positiva disseminada pelo mercado combinada com os pontos apresentados no início desse subtítulo surtiu efeito. Conforme apurações realizadas pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), a ocupação de hotéis em agosto desse ano foi 28% menor em relação ao mesmo mês de 2020. Em março, através de uma comparação equivalente, esse número era de 60%.

Em cenários específicos, essa melhora é ainda mais perceptível, como nos casos de Canela e Gramado, dois locais turísticos do Rio Grande do Sul. Segundo uma estimativa desenvolvida pelo Sindicado da Hotelaria, Restaurantes, Bares, Parques, Museus e Similares da Região das Hortênsias (SINDTUR Serra Gaúcha), a média de ocupação hoteleira nas regiões chegou a 95% no primeiro fim de semana de dezembro.

O reflexo dessa alta pode ser demonstrado em diversos meios, inclusive no comércio. Na Rua Coberta, por exemplo, um dos principais pontos de Gramado, comerciantes tem percebido a retomada gradual de consumidores, conforme demonstrado por uma reportagem do GZH. No texto, escrito por Aline Ecker, o portal destaca o depoimento de Arlei dos Santos, dona de um restaurante na região. A empreendedora conta que o movimento “(…) está bem melhor que em 2019 porque o pessoal está querendo sair de casa”.

Mesmo assim, é necessária muita cautela…

O estado de alerta contra a disseminação do coronavírus ainda deve ser constante, uma vez que a população, de modo geral, tem considerado as vacinas métodos completamente eficazes, desconsiderando outras recomendações médicas.

No debate realizado na CDR, por exemplo, Edmilson Romão, vice-presidente da ABAV, destacou que “(…) nem mesmo a notícia de uma nova variante fez com que houvesse cancelamento das reservas”. Mesmo positivo, esse ponto deve ser observado com extrema atenção, visando evitar novos períodos de isolamento que podem prejudicar o setor tanto quanto em 2019 e 2020.

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