Desde 2010, quando o Brasil foi eleito para sediar a Copa do Mundo 2014 de futebol, uma das maiores preocupações era com relação à infraestrutura do país para receber um grande número de turistas vindos de toda a parte do planeta. De fato, não tínhamos muitos hotéis com qualidade internacional, a sinalização das cidades não era adequada para receber turistas estrangeiros, o profissionais da área de turismo e hotelaria (sejam diretos ou indiretos) não tinham conhecimento de outras línguas para se comunicar com o turista. Estamos nos atentando ao mínimo dos “problemas” relacionados ao turismo e a hotelaria nacionais, mas temos ciência sobre as demais deficiências do país.

Feita esta introdução, o país voltou seu olhar para sanar as áreas que mais precisavam de cuidado, e a hotelaria, em especial, ganhou bastante destaque. Muito foi investido na construção de novos empreendimentos hoteleiros, na restauração e reforma de hotéis. Os hotéis, por sua vez, investiram no treinamento de seus funcionários. Mas, afinal, quanto já foi investido?

Segundo dados do Ministério do Turismo, em 2015 a estimativa de investimento no setor hoteleiro era de 2,3 milhões de reais, resultando em 54 hotéis lançados até o dezembro.

Houve muito investimento nacional no país, mas também houve a “invasão” de redes internacionais na busca por espaço, tais como a Red Roof. A Rede Accor, presente no Brasil há muitos anos, lidera o ranking de rede internacional com mais hotéis por aqui, já são mais de 150, com as mais diversas bandeiras, e seguem crescendo.

Com relação a abertura real de novos empreendimento hoteleiros, Rio de Janeiro e Belo Horizonte foram as cidades que tiverem mais inaugurações entre junho de 2014 e junho de 2015, segundo pesquisa da HVS, totalizaram 24 novos empreendimentos hoteleiros. Neste mesmo período, não houve novos lançamentos em São Paulo, a cidade que menos foi afetada pela recessão econômica.

Não há dúvidas que a recessão econômica do país ajudou a diminuir a demanda por diárias nas cidades analisadas pela HVS (São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre), mas ao mesmo tempo, como já dito acima, os novos empreendimentos não deixaram de aparecer.

Até 2020 espera-se que seja investido em novos empreendimentos R$ 12,8 bilhões, chegando a marca de 408 novos hotéis no Brasil. Com isso estimava-se movimentar o setor da construção civil e aumentar a demanda por mão de obra.

Os turistas

Com a alta do dólar, os brasileiros optaram por fazer turismo doméstico, segundo o Ministério do Turismo, 7 capitais do Brasil acumulam 70% do fluxo total e elas são Brasília, Recife, Salvador, Porto Alegra, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo. A região mais requisitada é o Nordeste, seguida do Sudeste. A faixa etária dos viajantes ficou entre 35 a 44 anos.