Formular um olhar tático sobre a relevância desse segmento nem sempre é uma tarefa fácil ou que deve ser subestimada ou exercida por qualquer pessoa. A governança hoteleira cuida de uma das partes fundamentais do negócio, o produto comercializado, ou seja, a hospedagem, afinal é o local onde o cliente passará a maior parte do tempo.

Uma estadia com ambiente sujo e bagunçado pode estragar todas as vivências positivas do cliente e alimentar impressões desagradáveis as quais o estabelecimento não quer.

Manchar a reputação por falta de organização e limpeza é um péssimo risco, podendo anular toda qualidade na infraestrutura e demais atrativos do hotel. Por isso, ter uma equipe de camareiras competentes é tão importante quanto fornecer uma ótima infraestrutura física.

A aplicação das métricas estratégicas de governança hoteleira é um diferencial para o mercado hoteleiro. A prática dessa ideologia ajuda e constrói a vinculação de imagem do local e pode promover a consolidação de imagem profissional das redes hoteleiras enquanto uma organização séria.

4 passos para o sucesso

Mensurar resultados a partir da execução estratégica amplia a percepção do negócio. Tenha em mente claramente onde, como e o que você quer alcançar para o seu empreendimento.

Estabelecer metas e focar nos objetivos influenciam diretamente na dinâmica de serviços executados. É importante ter em mente alguns dos itens que fazem toda a diferença na Governança Hoteleira:

  • Planejamento: hotéis com departamento de governança hoteleira conseguem estruturar as atividades do dia com rotina do local e, assim, otimizam tempo.
  • Diferencial de negócio: Com o mercado cada vez competitivo é importante trazer melhorias voltadas aos princípios de gestão de governança hoteleira. Tenha em mente, uma gestão mais unilateral e organizada, o resultado final fará jus na hora de conquistar os clientes. 
  • Gerenciamento de tarefas: a organização e higiene do hotel exige a colaboração de pessoas comprometidas com a execução da rotina de trabalho. Ainda sim, não basta saber gerir uma equipe, mas também, fornecer e investir na capacitação para esses profissionais: camareiras, faxineiras (os) entre outros responsáveis pelo bem-estar e conforto dos hóspedes. Por isso, é crucial instigar a equipe de apoio e fomentar uma estrutura adequada para que a mesma se desenvolva e tudo saia conforme os planos. 
  • Gerência Geral: É essencial contar com pessoas profissionalmente capacitadas para o cargo. O responsável por essa demanda tem um olhar clínico sobre a funcionalidade dos processos operacionais efetivados dentro das organizações. 

Alguns desses parâmetros de governança hoteleira, quando adotados de maneira consciente, refletem na boa experiência e satisfação dos hóspedes. Afinal, as boas práticas postas em cheque potencializam o poder de ação de qualquer organização hoteleira.

Por esses motivos é que se tornar primordial estabelecer políticas internas de valorização e qualificação para todos os funcionários da área de lavanderia, rouparia e gestores do hotel.

Identificando falhas na governança hoteleira

“A primeira impressão é a que fica”.

A fidelização de clientes não precisa ou deve estar ligada, necessariamente, a imagem, mas, sim, a reputação do empreendimento. Para isso, é preciso alinhar todos os setores do hotel ou pousada, como a recepção, portaria e outras áreas correlacionadas ao atendimento, justamente por ser o momento do primeiro contato com o hóspede.

Prever ameaças antes que elas virem realidade é uma das vantagens para não cometer futuros erros que impactem na prospecção de novos clientes e aos que já têm certo vínculo de fidelização. Antever aspectos negativos faz com que os encarregados pela governança hoteleira se preparem e fiquem atentos aos pontos de melhoria performática enquanto um time.

Ter ciência dos passos de cada processo colabora para o desenvolvimento e vida saudável e longeva do empreendimento e, também, influencia na realização operacional das atividades do dia a dia dos hotéis. Dessa maneira, é possível ter satisfação, sem decair o padrão, e prevenindo dores de cabeça e aborrecimentos de ambos os lados, dono do negócio, gerência e principalmente, os hóspedes.

Contrapartida

“Nem tudo que reluz é ouro”, já diz o ditado. Trazendo isso para o contexto hoteleiro, cada detalhe pode ser enxergado como potencial a ser desenvolvido de forma eficiente pelas redes de hospedaria, por mais que o estabelecimento seja pequeno.

Uns dos desafios da governança hoteleira é encontrar pessoas com um grau de capacidade não só operacional, mas, principalmente tecnológica, isto é, que se atente as transformações high-tech e inovações do mercado.

Por ser um setor deixado de lado dentro dos hotéis ou com pouco investimento, às vezes, a equipe de apoio acaba por ser visto como a peça menos importante, embora seja a área com maior número de membros e o que atua com mais suprimentos. Porém, essas são as peças mais significativas que compõem o quebra-cabeça.

Não abra mão de ouvir e levar em consideração a opinião dos clientes e colaboradores para investir de maneira assertiva. Manter a alma do negócio aquecida e com serviços de qualidade também depende do feedback de terceiros para fluir de maneira coerente.

Tendo clareza desses princípios de governança é possível aumentar o fluxo de clientes e o rendimento. E, o mais elementar, estruturar boa parcela do desenvolvimento evolutivo da rede hoteleira para gerar insight’s positivos sobre a marca ou estabelecimento, fortalecendo a vinculação e associação de imagem positiva para o público–alvo.

Os aspectos citados, sobretudo, colaboram para a garantia de sucesso do hotel, obedecendo os conceitos programáticos para o gerenciamento de um bom plano de governança.

É importante frisar que não se deve desrespeitar a análise das limitações que o ambiente apresenta durante todas as fases em que foi/ é implantado a gestão de governança hoteleira. O método deve ser feito de forma continuada e ajustado sempre que haja necessidade.