O Brasil tem cerca de 23 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade e a previsão é que esse número aumente nos próximos anos. De acordo com o IBGE, esse número deve chegar a 65 milhões em 2050. Mas, esses idosos não são iguais aos que costumávamos ver no passado. A população acima de 60 anos de hoje é ativa, tem qualidade de vida, trabalha, estuda e, claro, viaja. E viaja muito!

Estudos do Ministério do Turismo, divulgados em 2016, demonstram que pessoas com 60 anos ou mais de idade impulsionam a economia de diversas formas, uma delas é saindo de casa em busca de destinos turísticos. O melhor de tudo é que esse público prefere o turismo nacional, ou seja, conhecer o Brasil.

Mas, será que os hotéis, pousadas e restaurantes estão preparados para receber esses turistas? Infelizmente, a resposta é não. O Ministério do Turismo aponta que 18 milhões de viagens ao ano no Brasil são realizadas por pessoas com idade acima dos 60. O público representa 9% do mercado nacional.

Entretanto, a hotelaria brasileira ainda não está organizada para receber turistas deste segmento. Para melhor atender a essa parcela da sociedade, os empresários de hotelaria, em primeiro lugar, devem capacitar seus funcionários para um atendimento que supra as necessidades destes hóspedes. Adequar as instalações, possibilitando maior conforto e segurança também são requisitos essenciais.

Investir no turismo para idosos é bastante vantajoso, porque, diferente dos jovens, eles podem viajar durante a baixa temporada, já que a maioria está aposentada e tem tempo livre para aproveitar o turismo.

Enquanto países desenvolvidos, como os Europeus e Estados Unidos, possuem hotéis com estrutura adequada para receber turistas acima dos 60 anos, o Brasil ainda não observou a importância desse segmento. Isso não é apenas em relação a estrutura física, mas no que diz respeito a alimentação, ambientação dos quartos e as atividades de lazer e entretenimento.

Estudos internacionais – O relatório da Comissão de Turismo da União Europeia aponta que pessoas maiores de 65 anos estão dispostas a comprar e a curtirem o tempo livre disponível com viagens, até mesmo fora de temporada. Este mercado está em plena expansão no mundo todo. Um dos países pioneiros para o segmento do turismo para idosos foi a Espanha, ainda na década de 1980, quando desenvolveram produtos turísticos para esta população, favorecendo a ocupação hoteleira e aquecendo a economia.

Levando em consideração que a população acima dos 60 anos de idade está crescendo consideravelmente em todo mundo, de maneira saudável e com muita vontade e disponibilidade para conhecer destinos turísticos, a RGV Hotelaria, preparou dicas importantes para que os hotéis brasileiros se adequem a este segmento, que tem muito para contribuir com o desenvolvimento do setor hoteleiro.

Dicas para atender bem o turista acima de 60 anos

Antes de fazer investimentos, empreendimentos hoteleiros devem ficar atentos algumas características do público idoso. Os dados são do Ministério do Turismo.

  • Pessoas acima de 60 anos têm flexibilidade de tempo, o que possibilita a hotelaria e o mercado turístico desenvolverem produtos para atrair esse público durante a baixa ocupação;
  • Mais de 5 milhões de idosos estão conectados à internet, o que vale fazer um marketing nas redes voltado a esse segmento;
  • Há muitos idosos pertencentes às classes A e B e com curso superior. Isso significa que são muito exigentes e que não aceitam qualquer tipo de serviço. Por isso, investir no conforto e numa estrutura adequada é primordial.
  • Os destinos mais procurados pelos idosos são os de regiões serranas, as praias, propriedades em áreas rurais e as cidades com apelo cultural. Por isso, é importante criar atividades de lazer que explorem esses lugares, mas atenção, nada de se limitar aos bailes para a terceira idade. Vá além disso. Promova atividades esportivas e culturais.
  • Cada idoso tem um estilo de vida diferente, então, identifique às necessidades específicas e qualifique seu funcionário para atendê-las.
  • A estrutura física do hotel precisa atender a padrões de acessibilidade, independente do hóspede.
  • As placas de sinalização ou de informações do hotel precisam ser de fácil identificação; adequar pisos para serem antiderrapante, principalmente os pisos de banheiros.
  • As agências e operadoras turísticas devem oferecer pacotes turísticos adequados às pessoas idosas.

 

 

 

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