Em época de tecnologia, aplicativos, grupos digitais, e pela busca incessante de economizar, novos negócios vão surgindo em diversas áreas, uma delas é a hospedagem compartilhada, que surgiu nos Estados Unidos em 2007, por meio da plataforma digital Airbnb. Presente em mais de 190 países, esta maneira de se hospedar atingiu em cheio os hotéis. Isso porque quem compartilha seu imóvel não paga impostos, não investe em tecnologia, não paga mão-de-obra, mas lucra bastante, tornando-se uma concorrência desleal para os hotéis e pousadas.

Para o presidente da ABIH Nacional, Dilson Jatahy, defende que o governo crie condições tributárias entre hotéis e hospedagens compartilhadas.

“Se a pessoa está usando um apartamento como hotel tem que pagar todos os impostos de um hotel. Temos que falar em carga tributária, o dia que essas novas plataformas pagarem 35% de carga tributária igual os hoteleiros eles serão muito bem-vindos. Os hotéis, por falta de velocidade, não conseguem concorrer”, destacou Jatahy.

As hospedagens compartilhadas, além de não pagarem impostos, não seguem exigências de segurança, como as de combate a incêndio. Os Airbnbs também não têm compromisso com normas sanitárias e não possuem alvarás de funcionamento.

Porque a hospedagem compartilhada vem ganhando espaço

As comunidades de hospedagem compartilhada utilizam a internet para atraírem seus clientes de uma maneira prática e simples, além de oferecem preços convidativos. Muita gente encontrara neste serviço um meio de manter seu imóvel e, ainda, de lucrar. Qualquer pessoa pode alugar sua casa ou um quarto para turistas interessados.

Só para se ter uma ideia, em 2014 durante a Copa do Mundo, cerca de 120 mil pessoas se hospedaram no Brasil por meio do Airbnb. Já nas Olimpíadas do Rio, 85 mil pessoas escolheram a hospedagem compartilhada. Muitos empresários hoteleiros não vêm problemas na plataforma, porém defendem que os proprietários dos imóveis alugada para hospedagem sigam as mesmas regras de funcionamentos as quais os hotéis estão submetidos e paguem as taxas tributárias.

O presidente da ABIH Nacional explica que hotéis e pousadas devem ser ainda mais criativos para não perderem seus hospedes. Ele recomenda que os hotéis criem novidades e novas alternativas. É necessário ter site com informações e fotos do hotel ou pousada, criem produtos diferenciados, ampliem as parcerias com agências de viagens, criem promoções. O empresário também deve incluir seu hotel em sites de hospedagens e investir no marketing empresarial e digital. Atitudes como estas, podem reduzir muito a concorrência com as hospedagens compartilhadas.

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