O Estudo de Sondagem do Consumidor aponta que 83% dos brasileiros pretendem viajar pelo país nos próximos 6 meses

Desde a escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo, o país tem se mobilizado de diversas maneiras tendo em vista melhorias no serviço oferecido. Já falamos diversas vezes sobre os investimentos financeiros na construção de novos empreendimentos, no retrofit de outros, em obras públicas, e também no treinamento dos funcionários de estabelecimentos hoteleiros em postagens anteriores. Não é demais mencionar que os trabalhadores indiretos do setor turístico também investiram em si aprendendo novas línguas, por exemplo, para se comunicarem melhor com quem quer viesse para o país.

turismo aquecido no brasil

Fonte: Panorama do Turismo 2015-2016

O legado deixado por esses grandes eventos é imensurável! Mais de 4 bilhões de reais foram investidos para a construção e reforma de centros de treinamento; 47 pistas oficiais de atletismo foram construídas em várias regiões do Brasil para as Olimpíadas Rio 2016, apenas para este evento. E falemos deixando de lado questões políticas tais quais como ganhos indevidos em obras públicas…

Como qualquer evento realizado, há seus pontos positivos e outros negativos que evidenciaram que precisamos melhorar muito e em muitos setores para poder dizer que somos os melhores anfitriões, prova disso é a queda da ciclovia no Rio de Janeiro, às vésperas do início dos jogos. Mas não se pode negar que os investimentos realizados serão de grande valia para o incentivo ao esporte. O investimento em infraestrutura desportiva vinda do Governo Federal, será incorporado a Rede Nacional de Treinamento, para garantir maior acesso ao esporte, de qualidade, aos atletas brasileiros.

Ao longo da preparação do país para a recepção dos eventos internacionais que sediados, as notícias de capacitação de trabalhadores do setor hoteleiro/ turístico e, dos cursos disponibilizados através de instituições privadas ou em convênio com Pronatec Turismo (Programa do Ministério do Turismo), não foram raras.

O Brasil, ao longo dos últimos 13 anos, tem apresentado crescimento no setor de eventos realizados. São feiras, shows internacionais, congressos, entre outras modalidades. De 2003 a 2013, o crescimento de eventos internacionais no país foi de 408%.

Segundo o relatório Panorama da Hotelaria Sul-Americana 2015-2016, apesar do momento de incerteza que o Brasil e a própria América Latina tem passado, a alta do dólar torna o mercado hoteleiro atraente para investidores internacionais.
A queda dos ativos no país se mostra como uma oportunidade de compra e conversão de hotéis e de redes que já operam por parte de investidores.

Ainda sob o efeito do aumento do dólar, o turismo no Brasil apresentou aumento de 25% no faturamento em 2015, e a expectativa é que continue no mesmo ritmo em 2016. No ano de 2015, houveram quedas de RevPar mas em muitas análises não se levou em consideração que este ano não houve nenhum grande evento como a Copa do Mundo, o que torna a queda de 13,2% RevPar natural (número retirado de publicação da FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil).

O turismo no Brasil deve se manter aquecido já que 83,6% dos brasileiros pretendem conhecer mais o país nos próximos 6 meses, segundo Estudo de Sondagem do Consumidor – Intenção de Viagem realizado pelo Ministério do Turismo.

*Os dados utilizados neste artigo foram retirados do documento “Hotelaria em Números Brasil 2015”; “Panorama da Hotelaria Sul Americana 2015/2016” e do site do Governo Federal www.brasil2016.gov.br.

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