A crise econômica e política no Brasil tem prejudicado todos os setores econômicos, entre esses, o turismo de eventos. Desemprego, queda na produção industrial e queda no consumo fazem com que empresas internacionais percam a confiança no País e parem de investir. Já as empresas nacionais tentam economizar ao máximo e uma das primeiras providências é reduzir a realização de eventos corporativos.

Pode até parecer que não, mas a crise afeta diretamente o mercado de eventos. A Associação Brasileira de Empresa de Eventos (Abeoc Brasil) destaca que os eventos corporativos apresentaram uma redução de 15% na ocupação dos espaços hoteleiros, como salões e centros de convenções. Isso também provocou queda de 12% na taxa de hospedagem.

O último grande evento internacional, os jogos Olímpicos, ocorreu em 2016 no  Rio de Janeiro e movimentou todo setor turístico, hotéis, restaurantes, agências de viagens. Os resultados foram positivos, mas após a realização dos jogos, o mercado de eventos tem sentido os impactos negativos da crise econômica e política que atinge o Brasil.

O principal motivo para que as empresas reduzissem a realização dos eventos corporativos foi a necessidade de fazer cortes no orçamento empresarial, reduzindo investimentos no setor e viagens corporativas.

Soluções – Para lidar com as dificuldades do setor, hotéis e centros de convenções têm buscado soluções diversas. A primeira é oferecer preços competitivos e vantagens aos clientes. É necessário se adequar a realidade de crise do País, oferecendo salões com toda estrutura necessária para a realização de seminários, congressos, workshop, porém com valores convidativos.

Entre as opções das empresas brasileiras para não deixarem de investir totalmente nos eventos é investir em soluções tecnológicas, como teleconferências. Assim, palestrantes, principalmente os estrangeiros, não precisam se deslocar para o Brasil a fim de falar para um determinado grupo. Com isso, a empresa economiza com viagens e hospedagens de palestrantes, sem deixar de realizar o evento corporativo.

A redução do tempo de contratação de um salão ou centro de convenções também é uma das maneiras encontradas para diminuir custos. Essas mudanças no fechamento de novos contratos mostram que os empreendimentos hoteleiros devem ser criativos para alavancar novos negócios.

Perspectivas 2017/2018 –  O presidente da ABIH/SP e vice-presidente da ABIH Nacional (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Bruno Omori, a perspectiva para o biênio 2017/2018 é uma estabilização da economia. Ele acredita que no início o quadro deva se manter, mas que depois haja uma recuperação no setor hoteleiro, de eventos e do turístico em geral. Ele aponta projeções de crescimento de 2% a 5% na ocupação gerada pelos eventos nos meios de hospedagens.

Mas, enquanto a crise econômica e política continua a tirar o sossego de empresários e consumidores, há hotéis criando novos alternativas de negócios para baixa temporada e para reduzir os impactos ocasionados pela redução de eventos corporativos.

Em Itajaí (SC), uma rede hoteleira tem criado pacotes diferenciados para atrair hóspedes ao hotel.  Uma das soluções foi promover shows com cantores famosos e, até mesmo, criar pacotes para festas de aniversário, chá de bebês e despedida de solteiros. Há também os hotéis, resorts ou pousadas que apostam nas cerimonias e festas de casamentos. Os resultados têm sido positivos, garantem os empresários de hotelaria que decidiram inovar em meio à crise.

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